
Visto a esta luz és um porto de mar
como reverberos de ondas onde havia mãos
rebocadores na brancura dos braços
como reverberos de ondas onde havia mãos
rebocadores na brancura dos braços
Constroem-te uma ponte
que deverá cingir-te os rins para sempre
O que há horrível no teu corpo diurno
é a sua avareza de palavras
és tu inutilmente iluminado e quente
como um resto saído de outras eras
que te fizeram carne e se foram embora
porque verdade sem erro certo verdadeiro
nada era noite bastante para tocarmos melhor
nada era noite bastante para tocarmos melhor
as nossas mãos de nautas navegando o espaço
os corpos um e dois do navio de espelhos
filhos e filhas do imponderável
de cabeça para baixo a ver a terra girar
Quero-te sempre como nã querer-te?
mas esta luz de sinopla nas calças!
mas esta luz de sinopla nas calças!
este interposto objecto
e o seu leve peso de eternidade
e o seu leve peso de eternidade
MÁRIO CESARINY
aa
DEAD CAN DANCE - Rakim

1 comentário:
bonita foto e bonito poema!
longa vida a este blog!
e à responsável do mesmo, está claro!
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